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Este espaço foi criado com o objetivo de promover a participação da comunidade UNISAL, em ações interativas, divulgação de artigos, curiosidades, notícias e eventos com temas pertinentes para despertar a reflexão, a discussão e a troca de ideias, sobre este grande evento esportivo que acontece no Brasil.

Dom Bosco incentivava os jovens à música, à arte e a praticarem esportes. Por isso, o UNISAL, espelhando-se nos nobres propósitos de Dom Bosco convida a toda comunidade a entrar nesse espírito de comunhão esportiva.

SOBRE A COPA

A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA (Federation International Football Association).

A primeira edição da Copa do Mundo foi realizada no Uruguai em 1930. Contou com a participação de apenas 13 seleções, que foram convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleção uruguaia sagrou-se campeã e pôde ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.

Nas duas copas seguintes (1934 e 1938) a Itália ficou com o título. Porém, entre os anos de 1942 e 1946, a competição foi suspensa em função da eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Os brasileiros ficaram entusiasmados e confiantes no título. Com uma ótima equipe, o Brasil chegou à final contra o Uruguai. A final, realizada no recém construído Maracanã (Rio de Janeiro - RJ) teve a presença de aproximadamente 200 mil espectadores. Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2 a 1 e tornou-se campeã. O Maracanã se calou e o choro tomou conta do país do futebol.

O Brasil sentiria o gosto de erguer a taça pela primeira vez em 1958, na copa disputada na Suécia. Neste ano, apareceu para o mundo, jogando pela seleção brasileira, aquele que seria considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Quatro anos após a conquista na Suécia, o Brasil voltou a provar o gostinho do título. Em 1962, no Chile, a seleção brasileira conquistou pela segunda vez a taça.

Em 1970, no México, com uma equipe formada por excelentes jogadores ( Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros), o Brasil tornou-se pela terceira vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4 a 1. Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da taça Jules Rimet.

Após o título de 1970, o Brasil entrou num jejum de 24 anos sem título. A conquista voltou a ocorrer em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Liderada pelo artilheiro Romário, nossa seleção venceu a Itália numa emocionante disputa por pênaltis. Quatro anos depois, o Brasil chegaria novamente a final, porém perderia o título para o pais anfitrião: a França.

Em 2002, na Copa do Mundo do Japão / Coreia do Sul, liderada pelo goleador Ronaldo, o Brasil sagrou-se pentacampeão ao derrotar a seleção da Alemanha por 2 a 0.

Em 2006, foi realizada a Copa do Mundo da Alemanha. A competição retornou para os gramados da Europa. O evento foi muito disputado e repleto de emoções, como sempre foi. A Itália sagrou-se campeã ao derrotar, na final, a França pelo placar de 5 a 3 nos pênaltis. No tempo normal, o jogo terminou empatado em 1 a 1.

Em 2010, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo foi realizada no continente africano. A África do Sul foi a sede do evento que ocorreu entre os dias 11 de junho e 11 de julho de 2010. A Espanha tornou-se, pela primeira vez na História, campeã mundial.

Em 2014, a Copa do Mundo será realizada no Brasil. O evento retornará ao território brasileiro após 64 anos, pois foi em 1950 que ocorreu a última copa no Brasil.

Fonte: Sua Pesquisa

http://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/historiadacopa.htm

ARTIGOS DOS PROFESSORES

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Gestão Esportiva: O esporte precisa disso!

Prof. Rodrigo Onça Roseti

O cenário esportivo brasileiro está passando por um momento único. Poucos países tiveram a oportunidade de realizar os dois maiores eventos esportivos do mundo em um intervalo de tempo de apenas dois anos, como é o caso do Brasil com a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos. Este momento, porém, pode se transformar em um grande case de má gestão esportiva, quando se trata da gestão dos eventos e arenas multiuso envolvidos neste processo. Tanto a FIFA, quanto o COI, organizadores destes eventos, frequentemente apontam as diversas falhas que estamos cometendo nestes quesitos.

Outro fator muito importante a ser debatido pela gestão desportiva brasileira é o modelo de gestão dos clubes que, mesmo recebendo valores muito maiores dos direitos de transmissão televisiva, ainda assim, não consegue sanar suas dívidas, que têm crescido significativamente. Entender quais os modelos gerenciais utilizados em outros países do mundo e debater como estes modelos podem cooperar com a gestão brasileira tem se tornado um grande desafio.

Observamos, também, que vários gestores de clubes brasileiros acreditam que o cenário para captação de patrocínios este ano no Brasil, no que tange os clubes, é desesperador, visto que aqueles que pretendem patrocinar o esporte no Brasil farão isso com a Copa do Mundo. Esta afirmação não é real, há oportunidades aos clubes brasileiros para investidores que, por ventura, não conseguiram investir na Copa, mas querem pegar carona nesta frente.

Conhecer as leis que envolvem este cenário pode ser, também, um fator significativo e uma vantagem competitiva importante. Entre as leis, temos a Lei Geral da Copa, Lei Pelé, Lei de Incentivo ao Esporte, Código de Defesa do Torcedor, entre outros tantos que devem ser debatidos. Mesmos os gestores esportivos ainda possuem dúvidas sobre os temas jurídicos, alguns deles debatidos intensamente, como o case que ficou famoso pelo rebaixamento da Portuguesa no Campeonato brasileiro de 2013.

Quando falamos efetivamente de Copa do Mundo, percebemos todos estes temas envolvidos de maneira significativa no evento. Foram diversas e incômodas as manifestações que a FIFA fez contra a Copa do Mundo no Brasil, por meio da imprensa. O país teve cerca de sete anos para preparar a Copa do Mundo e perdeu a mão no projeto de criação das Arenas Multiuso, do esperado legado que a Copa poderia oferecer, das promoções e apoio que o Marketing poderia ter aproveitado, entre outros fatores. O pós Copa se mostra um ambiente imutável, apenas com possíveis elefantes brancos em cidades que não possuem demanda suficiente para utilização dos estádios construídos.

Os próprios clubes brasileiros não conseguiram se aproveitar da situação, não formalizaram contratos com empresas que buscavam atrelar sua marca ao futebol, pegando carona no evento maior da modalidade. As leis que regem os esportes não parecem ser totalmente dominadas pelos gestores esportivos. Sobretudo, o modelo de gestão utilizado pelos clubes do Brasil, não tem se mostrado efetivo.

Todos estes processos precisam ser revistos, para o bem do esporte brasileiro, em todas as suas modalidades.

*Rodrigo Onça Roseti – Graduado em Administração de Empresas pelo UNISAL, Pós-Graduado em Gestão e Marketing Esportivo, Mestrando em Gestão do Esporte. Atualmente coordena Pós-Graduação em Gestão do Esporte, ministra palestras sobre Gestão e Marketing Esportivo e é professor do Curso de Extensão de Gestão e Marketing Esportivo do UNISAL São Paulo/Santa Teresinha.

Fonte: Curso de Extensão em Gestão e Marketing Esportivo do UNISAL, Unidade São Paulo/Santa Teresinha.
Atualizado: 04/06/2014 13:00 | Por Prof. Rodrigo Onça Roseti

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A Copa do Mundo é logo ali!

Prof. Me. Paulo S Tomaziello

Muito timidamente a torcida brasileira se veste de verde e amarelo. Bancos, restaurantes, lojas, lanchonetes, que outrora, decoravam suas fachadas e espaços internos com as cores e motivos relacionados às copas do mundo desta vez estão retraídas. E, o motivo deste comportamento , talvez, venha das cenas de violência explícita que assistimos via televisão, jornais, revistas e internet desde junho do ano passado.

Como todos se recordam, de lá para cá, parte da população tem protestado pacificamente e reivindicam melhorias de dezenas de serviços públicos e o fim da corrupção em todas as esferas governamentais. Uma parcela pequena e ruidosa destes manifestantes atravessou o ano quebrando vitrines de bancos, caixas eletrônicos, concessionárias de veículos das grandes marcas, entre outras. Lógico que comerciantes, pessoal dos bancos e até o cidadão estão com medo, retraídos e não decoram o seu carro, não veste a gloriosa camisa verde e amarela, não enfeitam o seu estabelecimento comercial.

Relacionar o seu negócio, o marketing e a publicidade da sua empresa a um mega evento como a Copa do Mundo de Futebol sempre foi e será benéfico, motivador às vendas e aumentará o fluxo de clientes nos pontos de vendas. Mas, publicidade e a propaganda passam por questões relacionadas ao macro ambiente do marketing e é aí que as coisas se complicam, pois, fatores econômicos, políticos, sociais, ambientais, climáticos e geográficos, entre outros, interferem e podem prejudicar as marcas e/ou patrocinadores de um evento, por mais significativo que este seja para alavancar as vendas, melhorar a imagem da marca e gerar movimentação de pessoas que buscam por produtos e serviços.

Entendemos que o mercado publicitário como um todo está bastante dividido sobre a Copa do Mundo 2014 e seus negócios. Para alguns patrocinadores, como Banco Itaú “o ritmo está bastante acelerado”, como disse o publicitário e vice-presidente da Agência África, Marcio Santoro, na edição especial do jornal Propaganda e Marketing, edição nº 2498, de maio deste ano. A Agência África, uma das maiores do Brasil, trabalha com o Banco Itaú, apoiador nacional do mundial e com a Budweiser, cerveja oficial do campeonato. Outras grandes agências veem um mercado retraído por conta de possível desgaste com a opinião pública.

O futebol, esporte mais popular do mundo, se prepara para seu evento de alcance e influência planetária, mas no Brasil, conhecido como “o país do futebol” parece que não vai ter copa!

É hora de descontrair, separar as coisas, vestir sua camisa verde e amarela e torcer pela nossa seleção canarinho, a única com cinco estrelas de campeã mundial no seu distintivo.

*Prof. Paulo S Tomaziello é Mestre em Comunicação e Mercado pela Faculdade Cásper Líbero, professor e coordenador do curso Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Salesiano de São Paulo/Unidade de Americana. Endereço de e-mail: paulo.tomaziello@am.unisal.br

Fonte: Curso de Publicidade e Propaganda do UNISAL, Unidade Americana.
Atualizado: 05/06/2014 13:00 | Por Prof. Me. Paulo S Tomaziello

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Futebol: história e música

Prof. M.e Antonio Tadeu de Miranda Alves

Não há como deixar de tratar do assunto: é um evento nacional de tão forte expressão que aqueles que não se envolvem, a menos por algum motivo tão especial, pode ser considerado fora do mundo real. Então, vamos lá: é tempo de Copa do Mundo. E, desta vez, no Brasil!

Uma pequena história sem remontar a tempos tão distantes: o futebol, como hoje o conhecemos e é praticado mundo afora, tem sua origem mais próxima a partir da Inglaterra. A forma de jogar (toque de bola com os pés, por isso, em inglês, football), regras, clima de festa, são práticas desenvolvidas neste país e que se disseminaram pelo mundo afora, a partir do final do século XIX, quando o velho John Bull (personificação da Inglaterra) era senhor do mundo ocidental.

O Campeonato Mundial de Futebol (vulgarmente: Copa do Mundo ou Mundial de Futebol), foi criado pelo presidente da federação francesa de futebol, Jules Rimet, em 1928, com a primeira edição efetiva do certame realizado em 1930 no Uruguai, que comemorava 100 anos de independência (em 1830 libertava-se do Brasil de D. Pedro I). Os jogos foram disputados no Estádio Centenário (o nome correspondendo à data), construído especialmente para o campeonato, na capital Montevidéu. Como no Brasil de hoje: estádios de futebol são construídos ou reformados para atender o “padrão FIFA”, para sediar evento de tamanha importância. Se há escolas com tetos das quadras de esportes despencando, sistemas penitenciários superlotados, ou hospitais congestionados, isso não vem ao caso. Importa que é tempo de Copa do Mundo e o clima de festa que acompanha o esporte acaba, por uma via ou outra, se impondo.

No Brasil o futebol foi introduzido por volta da última década de 1890, quando o paulista Charles William Miller (brasileiro, sim senhor) trouxe a primeira bola (daquelas de 4 gomos, conhecidas como “capotão”). Tratava-se de um esporte das elites brancas nacionais, que passaram a formar as associações – os football club ou sport club. Paulatinamente passou a ser praticado pelos pobres nas periferias e, especialmente, nas várzeas que margeavam o rio Tietê. Os negros passaram a ser aceitos nos “clubs” somente a partir de 1920, resultado de uma massificação irreversível do esporte.

No período da Era Vargas, o futebol foi incentivado, inclusive com sua prática quase que obrigatória nas escolas, concorrendo com as ginásticas rítmicas, ambos promovendo a ideologia então propalada: mens sana in corpore sano (uma mente sã num corpo são). Data de 1950 a construção do Maracanã, onde foram disputados os jogos do campeonato mundial deste ano. Lamentável história: para o Brasil, tendo vencido quase todas as disputas das fases eliminatórias (dos 6 jogos, obteve 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota), bastava um empate no último jogo, mas... perde a partida final diante do Uruguai, por 2 a 1, ainda após ter aberto o placar. Comoção nacional! Conta a lenda que os quase 200 mil torcedores brasileiros no Maracanã levaram mais de 30 minutos para caírem em si e passar a deixar o estádio. Mas isso tudo é passado, é história. Importa agora é que somos pentacampeões e temos nessa história mais comemorações que todos os demais países. Uma história, por sinal, musicada. Senão, vejamos algumas edições especiais.
Ano: 1958. Campeonato Mundial na Suécia. Nossa primeira conquista, com gols, do então adolescente e já extraordinário, Pelé (de 17 anos). Música: A Taça do Mundo é Nossa. Afirmativa, marcada e caracterizando o ufanismo desenvolvimentista do governo de Juscelino Kubitschek: com o brasileiro não há quem possa (afinal construímos Brasília e iniciamos um crescimento que será marcado pela introdução da indústria do automóvel). Além disso, o brasileiro também é bom no samba, é bom no couro (da bola de futebol).

Ano: 1970. Campeonato Mundial no Brasil. Conquistamos o tricampeonato. O time passa a ser considerado a melhor seleção de todos os tempos. Pelé, agora adulto, mais experiente e “mágico”, comanda o grupo. Música: Pra Frente Brasil. Tom convocatório, como que um hino lembrando que vivíamos, já no governo Médici, sob uma ditadura: todos juntos, vamos! Todos ligados na mesma emoção! Tudo é um só coração! Um forte apelo que objetiva impedir opiniões diversas: todos na mesma/tudo é um só. Como consequência da união: pra frente Brasil (deixemos nosso passado e olhemos para frente, para os milagres econômicos – que nunca se efetivaram...).

Ano: 2002. Campeonato Mundial no Japão/Coréia do Sul. Marcos históricos: pela primeira vez um campeonato na Ásia e com dois países como sede. Conquistamos o pentacampeonato no moderníssimo Estádio Nacional de Yokohama. Pelé não joga mais. O destaque agora é Ronaldo Fenômeno (aquele que hoje afirmou que uma copa não se faz com hospitais e sim com estádios), na época, jogador do Inter de Milão. Conta a lenda que a força do time eram os internacionais 4 Rs (erres): Ronaldo Fenômeno; Ronaldinho Gaúcho (jogava pelo Paris Saint-Germain); Rivaldo (jogava pelo Barcelona) e Roberto Carlos (jogava pelo Real Madri). Música: Festa. Imortalizada pela baiana Ivete Sangalo. No governo Fernando Henrique Cardoso a democracia dando sinais de novos tempos. O mundo todo “misturado”, valorizando as diferenças, chamando cada um, negros, brancos, vermelhos... gente de toda cor, a participar de uma grande festa.

Ufanismos, ditaduras, democracias... cada momento em seu ritmo, com sua música traduzindo expectativas, anseios, propostas. Todas, de um modo ou outro, exprimindo a euforia pelos gols marcados, chorados, cavados, trabalhados...

Para esta Copa do Mundo de 2014, que experimenta algo inusitado – protestos contra a copa – alguém saberia dizer qual a música que está “rolando”? Pelos rumores das ruas, a música também deverá ser no padrão FIFA, caso contrário, não vai “pegar”.

*Prof. M.e Antonio Tadeu de Miranda Alves - Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (jan/2008), atuando principalmente nos seguintes temas: história, ideologia, imagens e representações. Atualmente é Coordenador do Curso de Licenciatura em História do Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL, Unidade Lorena.

Fonte: Curso de Licenciatura em História do UNISAL, Unidade Lorena.
Atualizado: 28/05/2014 10:30 | Por Prof. Me. Antonio Tadeu de Miranda Alves

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Copa do Mundo teve 36 gols contras em toda sua história

Matéria completa: http://www.brasil.gov.br/esporte/2014/05/copa-do-mundo-teve-36-gols-contras-em-toda-sua-historia

Agora só faltam 36 dias para o Mundial, e a Fifa.com, que vem fazendo uma contagem regressiva para o Mundial homenageado nomes e destacando curiosidades sobre o evento a cada dia, nesta quarta-feira (7), divulga que 36 gols contra foram marcados na história da Copa do Mundo da Fifa, o equivalente a 1,6% do total de tentos anotados no torneio desde 1930.

Apenas um jogo de Copa do Mundo registrou dois gols contra até hoje: a partida entre Estados Unidos e Portugal pela fase de grupos de 2002. Na ocasião, Jorge Costa e Jeff Agoos fizeram contra o patrimônio.

Costa foi o primeiro, fazendo 2 a 0 para os norte-americanos. Mais tarde, Agoos fez o segundo gol dos portugueses. A partida acabou em emocionantes 3 a 2 para os Estados Unidos, um resultado decisivo para a classificação americana e para a eliminação lusitana no torneio.

Fonte: Protal Brasil / Esportes
Atualizado: 07/05/2014 15:33 | Por Portal Brasil
http://www.brasil.gov.br/esporte/2014/05/copa-do-mundo-teve-36-gols-contras-em-toda-sua-historia

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Copa de 2014 o Serviço Social: desdobramentos de sua ação interventiva e investigativa

Profª Me. Maria Isabel Prezotto Vicente

É sabido que o Brasil foi descoberto e tido como colônia de exploração, inicialmente subalternizado ao país que o descobriu – Portugal, mas a disposição de todos os demais países da Europa, que vinham aqui para explorar suas riquezas minerais e naturais. Posteriormente, submetido ao modelo norte americano, permanecendo até os dias atuais.

Seguindo esta perspectiva de raciocínio, é possível observar que o povo brasileiro, sempre foi um povo cordeiro e pacífico, pois quando manifestou o desejo de se firmar como Nação, que luta e defende seus interesses e de toda a coletividade, foi fortemente reprimido pelo autoritarismo da Ditadura Militar, em 1964. Impedido de manifestar seus desejos por longos vinte anos de repressão, perdendo as características de um povo unido e empoderado, pois diante da possibilidade da morte, optou por poupar a vida.

O Serviço Social, instituído e reconhecido como uma das profissões que defende a vida, favorecendo a efetivação de direitos humanos e sociais estabelecidos em Lei, não pode tolerar passivamente a realização de “mega eventos” como o da Copa do Mundo 2014, que era para ser um grande evento esportivo, de repercussão internacional e deixar vários legados positivos para a população brasileira, materializa-se nas cidades-sede com a dimensão contrária, em ações de violações de direitos da população e falta de transparência nas obras e gastos públicos.

O que hoje assistimos é a prevalência dos interesses do capital acima dos interesses da grande massa populacional, empobrecida e destituída de bens e serviços. População esta, denominado por Faleiros (1998), como “descarte social”, pois destituída até de sua dignidade e liberdade humana, de se posicionar diante da exploração e violência, sobretudo infanto-juvenil, já que o Brasil ocupa o 10º lugar no fornecimento de pessoas para o tráfico humano, conforme aponta o Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil no Território Brasileiro (PAIR)/2014.

Neste sentido várias ações têm sido propostas para coibir o aumento abusivo de ações de exploração e violação de direitos.

O SESI – Serviço Social da Indústria e a Frente Nacional dos Prefeitos – FNP, lançaram em 16 de abril, p.p, no Rio de Janeiro a campanha, denominada: “Não Desvie o Olhar”, voltada a conscientização de turistas que circularão pelo país durante a Copa do Mundo de 2014, contra a exploração sexual de crianças e adolescentes.

O CFESS – Conselho Federal do Serviço Social publicou a seguinte manifestação em seu site: “Se não há motivos para comemorar, sobram razões para protestar! Porque a Copa está servindo para escancarar os contrastes da sociedade brasileira, escancarar que o capital é, mais uma vez, colocado em primeiro plano, deixando a população à míngua e massacrada pelo não atendimento às suas necessidades”.

Assim, os profissionais do Serviço Social, como os da saúde, da educação, que fazem interface diretamente nas ações sócio assistenciais, precisam estar atentos ao possível aumento das demandas sociais que porventura possam vir a ocorrer a partir deste “mega evento”, não podendo permanecer pacificamente e a tolerar, pois como afirma André Comte Sponville: “A tolerância é uma virtude delicada, pois só pode ser considerada virtude se for na dose certa – e este é um grande desafio. Tolerar tudo não é mais tolerância e sim indiferença”

Portanto não podemos nos tornar indiferentes, pois a indiferença nos leva ao egoísmo ou ao pior, que é “tolerância atroz, atroz tolerância”.

É preciso urgentemente rever nossas ações e atitudes, pois “Desrespeitando os fracos, enganando os incautos, ofendendo a vida, explorando os outros, discriminando o índio, o negro, a mulher, não estarei ajudando meus filhos a ser sérios, justos e amorosos da vida e dos outros.” (Freire, 2000).

Referências: COMTE-SPONVILLE, A. Pequeno tratado das grandes virtudes. SP: M. Fontes, 1995. FALEIROS, Vicente de P.. Estratpegias em Serviço Social. 1998. Cortez Editora. São Paulo. Freire, Pulo. Pedagogia da Indignação, 2000.

Fonte: Curso de Serviço Social do UNISAL Unidade Americana / Maria Auxiliadora
Atualizado: 05.05.2014 12:16 | Por Profª Me. Maria Isabel Prezotto Vicente

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Copa e Tecnologia: Quais as tecnologias implantadas nos estádios, na infraestrutura das cidades e na mobilidade das pessoas?

Prof. Me. Silvio Renato Messias de Carvalho

Grandes eventos esportivos como Olimpíadas e principalmente a Copa do Mundo trazem consigo grandes saltos na evolução tecnológica. E a Copa do Mundo 2014 no Brasil não será diferente.

Para a transmissão de um evento destas proporções será montado o Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBCC, na sigla em inglês) para captar o sinal dos jogos e fazer a transmissão internacional para emissoras de mais de 200 países que adquiriram direitos de mídia da FIFA. Neste centro também é feito o controle de qualidade de produção para que os jogos tenham o padrão FIFA de qualidade. Em termos de transmissão o diferencial desta copa será a captação e produção de alguns jogos na resolução 4k. A resolução 4k, também chamada de Ultra HD, supera em quatro vezes a nossa conhecida resolução Full HD da televisão digital. É uma resolução para grandes telas, acima de 60 polegadas. Porém não poderá ser vista na transmissão da TV aberta porque o sistema de TV digital brasileiro não comporta tal resolução. Talvez alguma operadora de cabo possa oferecer para seus assinantes o sinal Ultra HD, porém será necessário ter um decodificador apropriado na recepção. Câmeras para captação 4k podem capturar até 900 frames por segundo o que significa uma super câmera lenta ou ultra slow motion. A TV estatal japonesa NHK pretende ir além e fazer testes de captação na resolução 8k, uma resolução dezesseis vezes maior que a resolução Full-HD.

No âmbito da telefonia celular, pelo menos no entorno dos estádios é esperado estar disponível o serviço de telefonia em 4G para que se possam viabilizar as redes sociais em alta velocidade e demanda.

Possivelmente, a tecnologia também invadirá o campo de jogo: talvez seja disponibilizado pela FIFA sensores na bola do jogo e nas traves dos gols para que se possa dirimir qualquer dúvida se a bola entrou ou não.

Na parte de segurança serão utilizadas câmeras de alta resolução que podem identificar o rosto de pessoas na arquibancada ou em pontos estratégicos. O uso de tais câmeras será feito a partir de um centro de monitoração de segurança dentro e no entorno do estádio e as imagens estarão disponíveis à autoridade policial, quase simultaneamente, caso precisem ser recuperadas.

O mesmo ocorre com as catracas eletrônicas, que gravarão as imagens dos rostos dos torcedores e cruzarão estes dados com sua cadeira no estádio a partir da leitura do ingresso de entrada. Foram-se os tempos do "Sorria você está sendo filmado".

São esperados painéis de LED de dimensões gigantescas tanto fora dos estádios quanto dentro. Como exemplo tem sido noticiado um painel LED na Arena Corinthians com as colossais dimensões de 170 metros de comprimento por 20 metros de altura.

A alta definição também promete melhorar a qualidade dos telões dos estádios possibilitando a sensação de imersão na cena com fantásticos 'replays' em 'slow motion'.

Estes eventos ajudam a consolidar novas ideias que se tornam mais populares e acessíveis ao grande público, tornando o dia a dia cada vez mais tecnológico.

Fonte:Cursos de Engenharia do UNISAL Unidade Campinas / São José
Atualizado: 30.04.2014 13:18 | Por Prof. Me. Silvio Renato Messias de Carvalho

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Lei Geral da Copa, Direito Penal e a Cueca do Neymar

Matéria completa: http://atualidadesdodireito.com.br/franciscosannini/2014/04/18/lei-geral-da-copa-direito-penal-e-a-cueca-do-neymar/
Prof. Francisco Sannini Neto

Nos os últimos dias vem gerando muita repercussão na mídia uma suposta propaganda feita pelo craque brasileiro, Neymar, durante uma partida de futebol disputada pela Copa dos Campeões da Europa. Na ocasião, o jogador brasileiro, que atua pelo time do Barcelona, levantou sua camiseta por diversas vezes ao longo da partida contra o Atlético de Madri, destacando, assim, sua cueca.[1] Ocorre que, um mês antes, Neymar havia estrelado uma nova campanha da Lupo, com o seguinte título: “cueca da sorte”.

A partida foi transmitida ao vivo pela Rede Globo e pela Bandeirantes, sendo líder de audiência no seu horário. Ainda de acordo com as matérias jornalísticas, esse episódio não ocorreu por acaso, sendo, na verdade, uma ação de marketing que teria partido dos próprios assessores do atleta. Segundo consta, a iniciativa foi muito comemorada pelos executivos da Lupo, que teriam ficado muito satisfeitos com a divulgação da marca. Destaque-se, contudo, que a FIFA e a UEFA proíbem qualquer tipo de propaganda não autorizada por elas, o que gerou certo constrangimento entre as partes envolvidas no caso.

Fazendo um paralelo com esse episódio e levando-se em consideração que, de fato, tudo isso ocorreu por uma ação de marketing, poderíamos concluir que, caso o evento tivesse ocorrido durante a Copa do Mundo a ser disputada no Brasil a partir do mês de junho, Neymar poderia ser preso em flagrante ao final da partida. É isso mesmo! Vejam a que ponto nós chegamos, ou melhor, a que ponto chegou o nosso Direito Penal, que, com base no princípio da intervenção mínima e da fragmentariedade, não deveria se preocupar com esse tipo de conduta.

Explico. No dia 05 de junho de 2002, após grande polêmica no Congresso Nacional, foi publicada a Lei n°12.663/2012, chamada de Lei Geral da Copa, cujo conteúdo envolve um microssistema diretamente ligado ao evento recepcionado pelo nosso país. É interessante salientar que esse diploma normativo trata de vários ramos do Direito, tais como Direito Civil, Direito Administrativo e, como não poderia deixar de ser, Direito Penal.

No que se refere especificamente à esfera criminal, é mister esclarecer que a Lei determinou no seu artigo 36 que os tipos penais incriminadores terão vigência até o dia 31 de dezembro de 2014. Trata-se, pois, de tipos penais temporários.

Nesse sentido, David Pimentel Barbosa de Siena assevera que “os tipos penais definidos pela Lei Geral da Copa devem seguir a regra disposta no artigo 3°, do Decreto-lei n.2848, de 07 de dezembro de 1940 – Código Penal, que excepciona o princípio da retroatividade benigna. É dizer: a Lei Geral da Copa deverá ser aplicada aos fatos praticados durante sua vigência, ainda que decorrido o período de sua duração”.[2]

Feita essa observação, podemos voltar ao caso Neymar. Afinal, qual crime o atleta teria cometido se o episódio retratado nesse texto tivesse ocorrido durante a Copa do Mundo? Para responder essa pergunta, é indispensável a análise do artigo 33, da Lei Geral das Copas, senão vejamos:

Art. 33. Expor marcas, negócios, estabelecimentos, produtos, serviços ou praticar atividade promocional, não autorizados pela FIFA ou por pessoa por ela indicada, atraindo de qualquer forma a atenção pública nos locais da ocorrência dos Eventos, com o fim de obter vantagem econômica ou publicitária:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano ou multa.

Conforme se depreende do mencionado tipo penal incriminador, que ganhou o nomen iuris de marketing de emboscada por intrusão, o astro do futebol brasileiro teria praticado, ao menos em tese, esse crime, podendo, inclusive, ser preso em flagrante ao final da partida, desde que, é claro, tudo isso tivesse ocorrido durante a Copa do Mundo no Brasil.

Nesse contexto, o tipo penal em análise pune a conduta daquele que expõe (coloca em evidência) marcas, negócios, estabelecimentos, produtos e serviços ou, ainda, pratica atividade promocional (divulgação da marca para aumentar seu valor) sem a autorização da FIFA ou outra pessoa por ela indicada. Demais disso, para que o delito se caracterize, é necessário que tais condutas sirvam para atrair, de qualquer forma, a atenção pública nos locais em que se realizam os eventos. Por fim, o tipo também exige um elemento subjetivo específico, qual seja, o seu autor deve ter a finalidade de obter vantagem econômica ou publicitária.

Ora, no caso em questão parece claro que Neymar expôs (colocou em evidência) a marca de sua cueca, atraindo a atenção do público (local ou virtual), sem a autorização da FIFA (que, por sinal, não gostou nada!) e dentro de um evento organizado por ela. É inegável, outrossim, que o jogador auferiu vantagem econômica por meio dessa conduta (foi pago pra isso!). Diante do exposto, conclui-se pela tipicidade de sua conduta, que poderia dar ensejo a sua prisão em flagrante caso isso ocorresse durante a Copa.

Da mesma forma, a empresa patrocinadora do atleta também seria responsabilizada penalmente, tratando-se, no caso, de um claro exemplo de concurso de pessoas, em que o responsável legal pela Lupo responderia em coautoria com Neymar, nos termos do artigo 29, do Código Penal. Advertimos, todavia, que há uma tênue distinção entre as condutas. Assim, a empresa seria punida por praticar atividade promocional, atraindo a atenção do público, sem a autorização da FIFA e com a finalidade de auferir vantagem publicitária – de maneira direta – e econômica – de maneira indireta. Nessa situação, o atleta seria utilizado apenas como um instrumento para promoção da marca, o que não afasta a sua responsabilidade.

Outras duas observações merecem destaque. Primeiramente, nos termos do artigo 34 da Lei Geral das Copas, o crime em questão somente se procede mediante representação da FIFA. Demais disso, por se tratar de um delito de menor potencial ofensivo, seus autores estarão sujeitos a todos os institutos despenalizadores previstos na Lei n°9.099/95, podendo o auto de prisão em flagrante, por exemplo, ser substituído pela lavratura de um Termo Circunstanciado da Ocorrência.

Por fim, de tudo que foi discutido nesse estudo, podemos concluir que a Lei Geral da Copa tem como foco principal atender, especialmente, aos interesses da entidade responsável pela organização do evento: FIFA. No seu aspecto criminal esse fato torna-se ainda mais evidente, haja vista que os tipos penais incriminadores previstos na Lei têm como sujeito passivo principal essa entidade.

Nota-se, assim, a força que a FIFA possui, a ponto de interferir na soberania popular de um país supostamente democrático. Se não bastasse o excessivo gasto de dinheiro público com estádios que, na maioria dos casos, se tornarão verdadeiros elefantes brancos, nosso povo ainda precisa se resignar com os mandos e desmandos de uma das entidades mais corruptas do esporte mundial. Como jurista e entusiasta de uma visão constitucional do Direito Penal, que deveria se preocupar apenas com a proteção dos bens jurídicos mais importantes para a sociedade e para o próprio Estado, lamentamos o fato do nosso Poder Legislativo atuar com foco nos interesses exclusivos de uma determinada entidade, especialmente quando, para tanto, é utilizada a ultima ratio.

Independentemente disso, como bom brasileiro eu espero que o Neymar se cuide, afinal, não queremos que sua atenção na Copa do Mundo seja perturbada com banalidades do Direito Penal.

[1] Matéria disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014/04/1441263-neymar-mostra-marca-de-cueca-em-jogo-do-barca-e-cbf-ja-liga-alerta.shtml . Acesso em 17.04.2014.

[2]PIMENTEL BARBOSA DE SIENA, David. Lei Geral das Copas: disposições penais temporárias. Disponível em: http://jus.com.br/artigos/22016/lei-geral-da-copa-disposicoes-penais-temporarias. Acesso em 17.04.2014.

Fonte: Curso de Direito UNISAL Unidade Lorena / São Joaquim
Atualizado: 18.04.2014 09:32 | Por Prof. Francisco Sannini Neto
http://atualidadesdodireito.com.br/franciscosannini/2014/04/18/lei-geral-da-copa-direito-penal-e-a-cueca-do-neymar/

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Copa e Gestão de Carreiras: quais são os atuais desafios do mercado?

Prof. Msc. Marília Bestani

Copa do Mundo... o futebol mundial não estava tão próximo de nós desde 1950, quando o Brasil, jogando “em casa”, se classifica como vice-campeão, perdendo, na última hora para o Uruguai.

Os torcedores brasileiros não se conformavam com o ocorrido, até porque, o favoritismo brasileiro era certo e lhe garantia a vitória, apenas com o empate.

Mas, o que ocorreu, então?

Sem entrarmos no mérito futebolístico dessa questão, vamos discorrer, brevemente, sobre algumas considerações que, por certo, farão diferença na análise final deste breve artigo.

Sabemos que as caracterísitcas de algumas sociedades criam culturas próprias em relação ao seu modus operandi e vivendi, imprimindo ao seu povo, estigmas que se perpetuam por décadas. No caso dos brasileiros, temos conosco o fato de que alguns acreditem que se pode deixar para depois o que temos de fazer agora! Por conta disso, já era de se esperar o constante atraso de algumas obras e a dificuldade de se compreender que, sediar uma Copa vai além da oferta de estadia em bons hotéis e estádios luxuosos.

Existe toda uma infraestrutura que demanda profissionais dos mais variados segmentos, porém, alguns aspectos devem estar presentes, seja qual for a categoria profissional à qual pertençam.

Assim sendo, seguem traços obrigatórios de qualquer perfil profissional que deseja fazer parte dessa oportunidade, que ora prospera no país:

1- Quem não se comunica....
Abelardo Barboza, vulgo “Chacrinha”, costumava valer-se de um bordão que se tornou moda nos anos 70 - “ quem não se comunica, se estrumbica”. E ele estava coberto de razão! A comunicação, especialmente a interpessoal, é uma exigência fundamental para qualquer trabalho, quer seja no período da copa ou fora dele. Isso é posto, devido ao fato de que a maioria das organizações oferecem treinamentos na área de comunicação interpessoal, afinal, não se pode prescindir de um contexto de convivência no qual as pessoas possam se entender de forma adequada, simpática e assertiva. É bem verdade que a Copa permitiu que se criasse uma visão mais apurada dessa necessidade, porém, ela continuará valendo para todos os outros momentos da vida profissional, pois, comunicar-se adequadamente, sem vícios de linguagem, olhos nos olhos, linhas argumentativas eficientes e éticas constitui-se num dos grandes desafios da vida corporativa.

2- Oh...Yes! We speak english
Que o inglês seja uma língua universal, todos sabemos, entretanto, poucos operacionalizam, de forma fluente este idioma. Assim, multiplicou-se a oferta de cursos e vivências nesta língua por conta do evento, entretanto, sabemos que ocorrerá um decréscimo deste quando o evento terminar. Neste aspecto nos questionamos sobre a real percepção da necessidade de domínio desse idioma. É certo que a Copa tenha movimentado esta necessidade momentânea, porém, é necessário que não se perca o foco principal dessa necessidade, ou seja, a Copa é um evento importante, entretanto, sua durabilidade total não chega a 2 meses! Já, as outras demandas profissionais aí estão, com as mesmas exigências. O que se discute aqui, é o fato de que algumas pessoas que queiram se preparar para o mercado se equivoquem por meio da crença de que, não havendo mais o grande evento, perde-se a necessidade de tal aprendizado. É necessário a clareza de que, neste curto espaço de tempo, poucos poderão se valer de suas habilidades, inclusive, a de operacionalizar o citado idioma, todavia, dominá-lo é uma exigência absolutamente necessária devido à continuidade de nossas vidas.

3- Eu lidero, tu lideras!
Liderança é um dos temas preferidos dos brasileiros, na atualidade, haja vista, por exemplo, a profusão de artigos científicos e livros de autoajuda que lotam as prateleiras das livrarias e bibliotecas. Ocorre que, atualmente, ao falarmos de liderança, nos deparamos com um conceito que extrapola as verdadeiras lideranças existentes. Hoje em dia, não temos mais líderes que possam deixar um legado de verdadeiros valores. A ideia deturpada de “ser um líder” acabou por colocar no pedestal, indivíduos que ficaram conhecidos e famosos por conta da mídia. Este engano, típico de uma sociedade com baixa expectativa intelectual, acaba por venerar certos indivíduos, exclusivamente pelo fato de terem se dado bem em algum reality show ou pelo fato de terem cometido atrocidades contra nossos códigos de conduta ético-moral. Assim, liderar, vai muito além de mandar....vai além das mídias televisivas e das redes sociais eletrônicas... vai além do fato de ter-se tornado público. A verdadeira liderança deve emergir de bons valores, que possam congregar diferentes necessidades por meio de práticas indiscutíveis de manutenção da vida.

O que, efetivamente podemos dizer que tenhamos aprendido com a Copa? A resposta, por certo, é que aprendemos muito! Aprendemos que o Brasil é um país de grandes esforços e que, muitas vezes, estão mal direcionados; aprendemos que as circunstâncias, nem sempre favoráveis, podem ser altamente motivadoras; aprendemos que podemos jogar mil partidas e não ganhar nenhuma delas, mas o que jamais devemos fazer é abandonar o jogo, em qualquer tempo, contra qualquer adversário.

Fonte: Curso Superior de Tecnologia em Recursos Humanos do UNISAL Unidade Campinas / São José
Atualizado: 30.04.2014 10:37 | Por Prof. Msc. Marília Bestani

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47 fatos curiosos sobre o mundial de futebol.

1. Os primeiros sinais da “invenção” do futebol datam de 3000 AC, onde chineses carregavam a bola com os pés.

2. O tsu chu, jogado na China, baseava-se numa disputa de duas equipes com oito jogadores por uma bola de couro revestidas com cabelo, travada por soldados, na dinastia Han.

3. No Japão, foi desenvolvido o Kemari, composto por oito jogadores de cada lado, da corte do imperador, que passavam a bola feita de fibras de bambu.

4. No Ocidente, a forma mais primitiva de futebol foi o episkyros, praticado na Grécia, onde nove jogadores em cada equipe, soldados na cidade de Esparta, jogavam com uma bola feita com bexiga de boi recheada com areia ou terra.

5. Na Itália Medieval surgiu o gioco del cálcio, praticado em praças, onde 27 jogadores de cada equipe levavam a bola até dois postes que ficavam nos dois cantos extremos da praça.

6. Na Inglaterra o futebol chegou no século XVII e foi sistematizado. Durante toda a segunda metade do século XIX, foi criada a figura do goleiro (1871), o tempo de noventa minutos (1875) e o pênalti (1891).

7. Charles Miller, paulistano nascido no Brás, após conhecer o futebol inglês, trouxe consigo, em 1894, uma bola e um conjunto de regras do esporte ao Brasil.

8. O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizado em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo.

9. A Federação Internacional de Futebol (FIFA) foi criada em 1904 a partir de um acordo internacional entre os países.

10. A primeira Copa do Mundo foi realizada no Uruguai, em 1930.

11. Em 19 de julho é o Dia Nacional do Futebol. A data foi instituída pela antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos) em homenagem ao time mais antigo do Brasil. O Sport Club Rio Grande, da cidade de Rio Grande (RS), foi fundado em 19 de julho de 1900.

12. Na Copa do Uruguai, em 1930, o jogador uruguaio Héctor Castro não possuía uma das mãos. Em função deste problema físico e de sua habilidade com a bola no pé, ganhou o apelido de "o divino manco".

13. O primeiro gol da história da Copa do Mundo foi marcado por Lucien Laurent, da seleção da França, na Copa do Mundo de 1930. Este gol foi marcado aos 19 minutos do primeiro tempo, no jogo de abertura entre França e México. Os franceses venceram os mexicanos por 4 a 1.

14. Na Copa do Mundo de 1934, realizada na Itália, o jogador da seleção italiana Luigi Bertolini entrou em campo com faixas de pano enroladas na cabeça. O jogador fez isso para proteger a cabeça, pois as costuras das bolas da época eram grosseiras e costumam ferir a pele dos jogadores no momento do cabeceio.

15. Na Copa de 1934 o jogador da seleção suíça Leopold Kielholz jogou usando óculos e ainda marcou três gols.

16. Na Copa de 1938, realizada na França, o jogador brasileiro Leônidas marcou um gol descalço, no jogo entre Brasil e Polônia, que venceu por 6 a 5.

17. Na Copa do Mundo da Suíça, em 1954, no jogo entre Uruguai e Hungria, o uruguaio Juan Eduardo Hohberg desmaiou em campo após fazer o gol de empate para sua seleção.

18. Na Copa do Mundo do Chile, em 1962, na disputa entre Brasil e Inglaterra um cachorro invadiu o campo e proporcionou uma das cenas mais hilárias de todos os tempos da Copa. Garrincha foi pra cima do animal, porém tomou um drible. O jogador inglês Greaves teve sucesso e pegou o cão.

19. A Copa de 1962 foi uma das mais violentas de todos os tempos. Nos cinco primeiros dias de jogos, cerca de 50 jogadores ficaram contundidos em função de jogadas violentas.

20. A Tunísia foi o primeiro país da África a vencer uma partida pela Copa do Mundo. Os tunisianos venceram os mexicanos por 3 a 1 na Copa do Mundo da Argentina (1978).

21. A maior goleada da história da Copa do Mundo ocorreu na Espanha em 1982. A Hungria venceu El Salvador pelo placar de 10 a 1.

22. Em 1982, na Copa da Espanha, o sheik do Kuait invadiu o campo e pediu a anulação do jogo em que a equipe de seu país perdeu para a França pelo placar de 4 a 1.

23. Na Copa do México (1986), em vez de tocar o Hino Nacional Brasileiro, tocou o Hino à Bandeira.

24. Nos Estados Unidos, em 1994, no jogo entre Bulgária e México, o defensor mexicano Marcelino Bernal, ao tentar salvar uma bola, exagerou na força e acabou quebrando a trave.

25. Na Copa do Mundo do Japão / Coreia do Sul, em 2002, ocorreu o gol mais rápido da história da competição: o jogador turco Hakan Sukur marcou aos 11 segundos um gol contra a Coreia do Sul.

26. Na base da Taça da Copa do Mundo de Futebol existe espaço para gravar o nome das seleções campeãs até o ano de 2038.

27. A primeira Copa do Mundo de Futebol a ter um mascote foi a de 1966, na Inglaterra: era um leãozinho chamado Willie.

28. Na Copa da Alemanha de 1974, a seleção da Holanda ganhou o apelido de "Laranja Mecânica", pelo futebol apresentado.

29. Na final da Copa de 1990, na Itália, o árbitro esqueceu de olhar o tempo no relógio e o primeiro tempo chegou aos 53 minutos.

30. Até a Copa do Mundo de 2006, já foram disputadas 708 partidas.

31. O jogador mais jovem a jogar na Copa do Mundo foi o irlandês Norman Whiteside, que disputou a Copa da Espanha em 1982, com 17 anos.

32. A maior média de gols em uma Copa foi a de 1954 (Suíça), com 5,4 gols por partida.

33. A menor média de gols em uma Copa foi a de 1990, na Itália, com 2,21 gols por partida.

34. A Copa do Mundo do México (1970) foi a primeira a ter as partidas transmitidas pela televisão.

35. Em todas as Copas do Mundo, até 2006, foram marcados 2063 gols.

36. A Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, foi a única edição que não teve eliminatórias.

37. A edição da Copa que teve o maior número de gols foi a de 1998, na França. Nesta copa foram marcados 171 gols.

38. Os cartões vermelho e amarelo foram utilizados pela primeira vez em Copas do Mundo em 1970, no México.

39. A seleção da Suíça não tomou nenhum gol na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

40. O goleiro que ficou o maior tempo sem tomar gols em uma Copa do Mundo foi o italiano Walter Zenga: ele conseguiu ficar, na Copa de 1990, 517 minutos sem sofrer gols.

41. O camaronês Roger Milla foi o jogador mais velho a marcar um gol em Copas do Mundo: aos 42 anos, Milla marcou o único gol da seleção de Camarões na derrota para a Rússia na Copa de 1994.

42. O jogador mais novo a marcar um gol em Copa do Mundo foi o brasileiro Pelé, com 17 anos, num gol contra a seleção do País de Gales, em 1958.

43. O maior artilheiro de todos os tempos da história da Copa do Mundo é o brasileiro Ronaldo: ele participou de 4 Copas do Mundo (de 1994 a 2006) e marcou 15 gols. Já o francês Just Fontaine é o maior artilheiro em uma única Copa. Na Copa do Mundo de 1954, realizada na França, Fontaine marcou 13 gols.

44. O técnico com maior número de jogos acumulados em copas foi o alemão Helmut Schön. Ele comandou a seleção da Alemanha em 25 jogos entre as copas de 1966 a 1978. Schön também é o recordista em número de vitórias em Copas do Mundo, com o total de 16.

45. A maior média de gols em uma copa do mundo ocorreu em 1954 (Suíça) com a elevada média de 5,38 gols por partida (total de 140 gols). Já a Copa com menor número de gols foi a de 1990, na Itália, com apenas 115 gols e uma média de 2,21 por partida.

46. A seleção com maior número de cartões vermelhos acumulados em copas do mundo é da Argentina. No total, são 10 cartões vermelhos. O Brasil vem em segundo lugar com 9 cartões vermelhos.

47. Brasil e Alemanha são os maiores finalistas de todos os tempos. As duas seleções chegaram 7 vezes em finais de Copas do Mundo.

Fonte: Imprensa UNISAL
Atualizado: 23.04.2014 | Por Fernanda de M. Kaskanlian Ito

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A “COPA DO MUNDO” é nossa ou da FIFA?

Prof. Me. Marcelo Augusto Scudeler

Definitivamente, da FIFA. E refiro-me, apenas, à marca.

Você tem um restaurante e está pensando em fazer uma divulgação, aproveitando o aquecimento do mercado com a proximidade da Copa e, nesta linha, pretende associar seu comércio à COPA DO MUNDO... Bem, isso não pode. Está pensando em mandar imprimir a tabela da COPA DO MUNDO, com as datas dos jogos e tudo mais, inserindo a marca da sua empresa, ao lado da “taça”... Também não pode!

A FIFA possui quase 10.000 marcas devidamente registradas no Brasil. Entre elas, expressões como COPA DO MUNDO e WORLD CUP. O uso desses nomes depende de expressa autorização da FIFA. E não é só, também pertence à FIFA a imagem do mascote (FULECO) e a da taça. O uso desautorizado dessas marcas pode provocar ações judiciais, inclusive na esfera criminal.

E nem pense em usar a expressão “SELEÇÃO BRASILEIRA” ou a imagem da camisa da Seleção Brasileira em suas ações promocionais. Essas marcas também tem dono: a CBF.

Por isso, muitas empresas, na onda de marketing provocada pela Copa do Mundo, tentam “colar” a sua marca com os símbolos da Copa, fazendo uso, por exemplo, de pessoas jogando futebol com uma camisa amarela. Essas ações são permitidas, mas com restrições. Podem ser consideradas ações de marketing de emboscada (ambush marketing), isto é, o uso de símbolos e marcas de maneira disfarçada, como a colocação de placas de publicidade em locais de jogos da Copa. Durante a Copa da África do Sul, por exemplo, ficou famoso o caso de uma empresa que colocou, durante os jogos, lindas modelos em locais estratégicos das arquibancadas, com roupas bem justas da cor laranja; pareciam torcedoras da Holanda, mas eram promotoras de uma famosa marca de cerveja

Por isso, durante a Copa do Mundo, consulte um advogado especializado na área, para saber quais as ações de marketing que podem – e não podem – ser feitas.

*Marcelo Augusto Scudeler – Graduado em Direito pela PUC - Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1996), Especialização em Direito pela Universidade São Francisco (1999) , mestrado em Direito pela Universidade São Francisco (2002) e mestrado em Direito pela Universidade Metodista de Piracicaba (2007). É professor titular, Coordenador de Curso e Diretor de Operações do UNISAL – Centro Universitário Salesiano de São Paulo Campinas/Liceu Salesiano.

Fonte: Curso de Direito do UNISAL Unidade Campinas / Liceu Salesiano
Atualizado: 23.04.2014 13:30 | Por Prof. Me. Marcelo Augusto Scudeler

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Copa e Economia: o que os empresários esperam da Copa de 2014?

Prof. Me. Vasconcellos Vilarino dos Santos

O SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) realizaram uma pesquisa com empresários do ramo de comércio e prestação de serviços sobre as perspectivas em relação à Copa do Mundo 2014. Foram realizadas 600 entrevistas com donos e diretores de estabelecimentos de sete cidades-sedes da Copa do Mundo. O levantamento foi realizado entre os dias 24 de fevereiro a 10 de março de 2014 e era composto por um questionário com 71 questões.

Foram consultados sete segmentos que serão afetados pelo evento: locomoção (táxis, locadoras de veículos), hotelaria (hotéis, pousadas e albergues), alimentação (padarias, restaurantes self service, lanchonetes), diversão (casas noturnas, bares, restaurantes (menos self servisse)), comércio em shopping centers, comércio de rua e agências de turismo.

A pesquisa apurou que a Copa, em termos gerais, não empolga os empresários; apenas 16% dos empresários entrevistados esperam bons lucros com o evento no Brasil, 40% consideram que ocorrerá aumento no faturamento, entretanto em um grau modesto, e 33% dos entrevistados estimam uma redução no faturamento nos meses de junho e julho.

A falta de otimismo é explicada pela experiência com a Copa das Confederações, realizada no ano passado, onde 40% dos empresários que investiram para o evento não obtiveram o faturamento esperado. Contudo, 44% dos entrevistados responderam que o volume de vendas ficou "dentro do esperado" e apenas 16% apuraram que o resultado ficou "acima das expectativas".

O quadro a seguir mostra as expectativas mais relevantes:

tabela copa e economia expectativas mais relevantes


Em razão da estimativa de menos lucros, o principal investimento dos empresários para a Copa foi o de aumentar os estoques e a variedade de produtos oferecidos. Reformas, ampliações e contratações não serão significativas. O que o consumidor pode aguardar é a elevação dos preços. A pesquisa revela que 42% valeram-se do aumento de preços durante a Copa das Confederações e 11% já cogitam fazer o mesmo no evento deste ano.

Em 2007, quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014, as expectativas gerais eram positivas, mas passados sete anos, com o estouro da bolha imobiliária americana, o enfraquecimento da economia brasileira, a avalanche de escândalos políticos e as manifestações, não poderíamos esperar que hoje os empresários estivessem otimistas. Entretanto, a maior parte dos torcedores que participarão dos jogos será composta por brasileiros e um bom desempenho da seleção verde amarela pode significar que o quadro foi desenhado de modo exageradamente cinzento. Caso a seleção desaponte, o quadro poderá ser até mais cinzento do que o esperado.

O legado esperado da Copa também está bem abaixo do esperado e em breve o novo bordão será “imagina depois da Copa”.

Só nos resta torcer pelo hexa, para que pelo menos parte deste estresse valha a pena.

*Prof. Vasconcellos Vilarino dos Santos - Professor do UNISAL, Economista especializado em Finanças e Controladoria e Mestre em Administração.

A pesquisa completa pode ser acessada no seguinte endereço: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/releases/379-56dosempresariosesperamvendermaiscomarealizacaodacopadomundomostraspcbrasil

Fonte: Curso de Administração do UNISAL Unidade São Paulo / Santa Teresinha
Atualizado: 16.05.2014 11:58 | Por Prof. Me. Vasconcellos Vilarino dos Santos

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Recursos Humanos: a Copa do Mundo trará benefícios à carreira?

Prof. Nelson Destro Fragoso

Para discutirmos esse assunto, é necessário visualizar os dados da última Copa do Mundo, em 2010, na África do Sul. Segundo o site do governo do país, existia a previsão de criação de 129.000 empregos, sendo que eram previstos 450.000 turistas, e a expectativa era que com a vinda destes turistas e com as imagens que seriam divulgadas do país, o aquecimento do turismo seria significativo. Porém, compareceram 310.000 turistas durante a Copa, número muito inferior ao previsto.

Nesta Copa, muitos negócios, muitas parcerias ainda estão sendo firmadas; são fornecedores, parceiros, tanto no que se refere aos suportes profissionais que deverão ocorrer dentro dos estádios, quanto nos serviços que serão oferecidos nos arredores dos estádios ou nas festas que ocorrerão oficialmente, promovidas pela FIFA em algumas das cidades-sede. Pode-se pensar no grau de organização de um evento destes quando se imagina que existam doze sedes e que em cada uma delas podem ocorrer ao menos três festas paralelas. Tudo isso amarrado por contratos de parcerias de serviços e fornecedores.

Para que estes eventos ocorram, há necessidade de criar uma cadeia de serviços paralelos, que podemos chamá-los de serviços de apoio. Nestes serviços precisamos pensar em hotéis (ou similares), restaurantes, lanchonetes, transporte público (ônibus, táxis, metrô e trem) e aeroportos.

Cabe lembrar que há no mercado uma quantidade bem interessante de vagas, com salários também interessantes, porém que não consegue ser preenchida por falta de capacitação profissional da população. Também é bom ficar atento, isto é mais fácil para as pessoas que costumam praticar o turismo no exterior, o quanto nossos aparelhos turísticos estão abandonados e são muito mal explorados. Isto ocorre por falta de investimento na formação de profissionais na área de turismo.

As pessoas estão sendo preparadas para falar ao menos duas línguas nos restaurantes, meios de transportes, segurança, hospitais, hotéis e pontos turísticos? Pelo que se pode perceber não houve uma preparação adequada para estes prestadores de serviço. Não pode ser levado em consideração apenas os hotéis cinco estrelas, que antes mesmo da existência deste evento já possuem pessoal qualificado, muito menos pode ser levado em consideração os restaurantes que atendem as pessoas classe A.

O que se percebe no Brasil é que, em virtude da Copa do Mundo, o turismo deve sofrer um colapso nos meses de junho e julho, afinal, com preços elevados, muitas pessoas que costumam viajar nesta época do ano deixarão de fazê-la. Desta forma, o novo turista da Copa do Mundo tende a não ser um aumento de demanda para o setor e sim uma substituição de demanda. Com certeza, ele pagará mais caro, mas exigirá também muito mais do seu prestador de serviço.

Pode-se perceber uma geração de emprego pontual durante os preparativos para a Copa do Mundo; apenas nas sedes onde estádios foram construídos, houve uma necessidade direta de mão de obra; porém, esta demanda praticamente acabou, e este pessoal, em grande maioria, pode ficar desempregado a médio prazo.

Quando a Copa acabar poderemos avaliar se no meio esportivo este evento terá êxito, quais os benefícios oferecidos à população, se os objetivos conquistados foram muito menores do que poderiam ser e se o dinheiro gasto na construção de estádios seria mais bem utilizado se fosse investido na capacitação técnico-profissional dos jovens.

Fonte: Curso Superior de Tecnologia em Recursos Humanos do UNISAL Unidade São Paulo / Santa Teresinha
Atualizado: 16.05.2014 13:00 | Por Prof. Nelson Destro Fragoso

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